03/02/2009

Acabaram-se as fugas de água

Regresso da oficina... e a lista de compras foi extensa! Em particular no que toca ao... circuito de refrigeração: radiador (373.38€), depósito (72.60€), tampão (17.91€) e termóstato (35.24€).
No que tocou na parte da injecção e distribuição... a correia de distribuição está no limite, mais 80 mil quilómetros e talvez tenha que abrir (ou substituir) o motor, o que me dá entre 4 a 5 anos para "pensar nisso", a bomba injectora foi reparada (80€), e o injector de comando substituido (349.29€).
O total desta brincadeira é "volumoso"... 1109.62€ aos 237.500 quilómetros.

Nota: o antes e depois é proporcional ao valor da reparação/afinação. No regresso a casa, depois de já ter circulado o suficiente para aquecer o óleo à temperatura ideal, e já em auto-estrada, a resposta em 5ª velocidade em recuperação é bem melhor, diria que o motor está (bem) mais "generoso", mas nem foi aí que notei a maior diferença! A grande diferença era visível nos valores de consumo instantâneo... para velocidades iguais, mostra valores menores em cerca de 2 litros para 100 km!

13/01/2009

Manutenção exterior

Dia de ida para a oficina para resolver as maleitas acumuladas que não podia resolver "em casa", eis a lista dos trabalhos:
  • fuga de gasóleo na bomba injectora;
  • fuga de óleo possivelmente do retentor da cambota;
  • fuga de óleo na zona da tampa das válvulas na frente do motor;
  • excesso de pressão no circuito de refrigeração;
  • afinação da corrente de distribuição;
  • dificuldade em pegar a quente;
  • possível fuga no injector de comando.
Para já foi o que ficou registado, consoante as necessidades, prometeram contactar-me para acompanhar a reparação de forma a tomar decisões sobre o que fazer em caso de necessidade. Vamos esperar para ver quanto é o €strago...

26/12/2008

Topos dos amortecedores, para andar em silêncio

Característica também dos E30's é o desgaste dos topos dos amortecedores. Não é uma questão de comportamento, o automóvel em si comporta-se da mesma forma, é mais uma questão de conforto ao transpôr lombas, ou quando se circula em pavimento irregular, um ruído de pancada seca vindo da mala, pode tornar-se bastante irritante ao fim de alguns quilómetros.
A solução é a (tão simples) colocação de novos topos nos amortecedores (e respectivas juntas) e... silêncio quase total! Quase inacreditável num automóvel com esta idade!

A substituição é um trabalho algo demorado, mas nao complexo, a maior dificuldade está no facto de ser necessário remover as forras da mala (?!).

Começando por remover tudo o que se encontrar na mala, incluindo o macaco, a chave de rodas e triângulo de sinalização, os passos são os seguintes:
  1. Remoção da forra do fundo da mala que cobre o pneu suplente.
  2. Remoção da forra de cartão na zona das costas do banco traseiro. Esta está segura por 4 molas de plástico, removendo o centro das molas com um alicate de pontas estas ficam funcionais para a montagem.
  3. Remoção das forras laterais, estas são as mais complicadas, o ideal é puxar a parte inferior mais próxima do banco traseiro para dar folga e desencaixar a parte superior, depois de soltar a zona superior, puxar por inteiro até transpôr o bordo da abertura da mala, e dar o jeito para o lado oposto da mala de forma a ter ângulo para libertar a forra do espaço de arrumação atrás da roda (isto é uma questão de paciência e puzzles, em caso de necessidade, devem ser removidos o interior dos farolins, sempre torna a coisa mais fácil).
  4. Calçar as rodas dianteiras para evitar qualquer movimento enquanto se trabalha.
  5. Levantar a traseira com um macaco apoiado no diferencial (colocar sempre uma altura, usualmente madeira, de forma a não danificar as alhetas de dissipação do diferencial).
  6. Levantar o carro mas mantendo SEMPRE o contacto das rodas com o piso! (isto serve para evitar danos nas transmissões, pois ao remover o amortecedor, a roda iria cair fazendo com que a transmissão ficasse numa posição fora da posição usual de funcionamento podendo danificá-la).
  7. Desapertar o parafuso de fixação do amortecedor à roda.
  8. Desapertar as duas porcas superiores (dentro da mala).
  9. Tirar o amortecedor do sítio. Já com o amortecedor fora, segurar o espigão central enquanto se desaperta a porca que fixa o topo do amortecedor ao amortecedor (a porca que terá que sair e a que se pode ver ao centro na foto anterior), tirar o velho e colocar o novo e respectiva junta.
  10. Voltar a meter tudo no lugar invertendo o processo, repetir desmontagem e montagem para o outro amortecedor.
  11. Rever mentalmente todo o processo, baixar o carro, montar as forras da mala, colocar o macaco e a chave de rodas... fechar a mala...
  12. Dar uma volta numa estrada sinuosa sem trânsito para constatar as diferenças.

25/12/2008

Revisão aos 93 mil quilómetros

Revisão integral de rotina. O contador do painel ainda acendia duas luzes verdes, mas considerando que não sabia a origem do óleo, nem há quanto tempo havia sido mudado, optei por fazer a revisão por segurança.
Foram colocados os filtros de gasolina, óleo e ar (44.47€ na baviera) e foi efectuada a muda de óleo do motor (29.90€). A escolha do óleo recaiu no Mobil Super S semi-sintético 10w40 de acordo com as anteriores revisões realizadas no representante (e seguindo as especificações da marca). Anilhas, do bojão e do filtro de óleo substituidas, e vedante do filtro do óleo substituido igualmente.
Para mais tarde fica a muda do óleo dos travões (visto que a máquina estava inoperacional), a substituição das pastilhas de travão, e a substituição do filtro do ar condicionado (ironicamente, a própria baviera não os tem à venda).

Ainda por verificar ficou a eliminação da entrada de água na mala, característica comum nos E30's, pelos farolins traseiros. Recorreu-se à colocação de "silicone" (não foi usado silicone de casa-de-banho) para evitar a passagem de água pela borracha.
Serviço efectuado aos 93.645 km.

20/12/2008

Velas

Nova intervenção de rotina. O "velhinho" M40 deu a revelar um certo engasgar entre as 2000 e as 3000 rpm, as velas foram substituidas como precaução e teste. as velas que estavam montadas eram as bosch produzidas para a bmw (a insígnia assim o revelou), e foram montadas no seu lugar umas ngk. Digno de nota, é o facto de as velas não apresentarem qualquer tipo de depósito, e apenas uma delas revelar algum desgaste visível.
No teste de estrada o "problema" parece manter-se, mas um pouco mais ténue, o que remete para a próxima terça-feira, data na qual será efectuada uma revisão de óleo, filtros (habitáculo, óleo e gasolina) e pastinhas (com verificação, ou se necessário substituição, de calços).
No caso de se manter este "engasgar" após substituição do filtro de combustível, passo aos produtos de limpeza de injectores.
Substituição das velas aos 93.500 km.

13/12/2008

correia de distribuição

O motor M40 era o motor 1.6 litros que equipava o E30 e o E36, o série 3 sucessor, no seu início de carreira.
Este motor é uma derivação directa do v12 que equipava o série 7 dos finais da década de 80, e, provavelmente por não ser um projecto de um motor de 4 cilindros de raiz, o M40 padece de alguma atenção no que toca à correia de distribuição, a qual deve ser mudada todos os 40.000 km ou 4 anos, um espaço bem mais curto do que é "normal", mas que era o recomendado pela marca.
Totalizando 92.616 km no conta-quilómetros, e tendo o E30 a bonita idade de 20 anos, certamente que a correia de distribuição estaria fora de qualquer parâmetro de segurança. Como tal a correia tinha de ser mesmo trocada, tarefa para demorar duas horas, e que eu não me arrisco a fazer por receio de fazer asneira.
O autocolante no livro de manutenção revelava que a última troca havia sido realizada há 46.274 km e em 20/12/1996... durou 3 vezes mais!
50 euros pela correia e duas horas de mão-de-obra, compensa bem não arriscar!

05/12/2008

Lavar para identificar

Resguardos do motor fora! Lavagem de motor para tentar perceber o que está mal. Notava um cheiro algo intenso a gasóleo quando se circula, e é visível alguma "humidade" quer no último injector, quer junto à bomba injectora. A dúvida que fica é, será que a humidade tem a mesma origem?
Para além disso, os resguardos apresentavam óleo. Muito possivelmente, e segundo uma opinião de quem percebe mais do que eu, deverá ser do retentor da cambota. O que, nitidamente, não é tarefa para mim por superar os meus parcos conhecimentos.
Por agora, espera-se que as necessidades se revelem, e consoante a necessidade, consoante a actuação.