13/07/2014

De volta à Holanda?!

A seguir a um pequeno-almoço francês em casa de italianos e portugueses, lá tivemos que nos despedir até Setembro (da próxima é em Portugal) e arrancar rumo ao Pirenéus, seguindo pela A7 e posteriormente pela A55 em direcção a Martigues onde continuaríamos por rota cénica na N568 (que passa numa reserva natural) em direcção a Arles, a partir de onde poderíamos tomar o caminho mais rápido. Assim nos aconselharam... e assim fizemos!
De Arles seguimos em direcção a Montepillier, onde eventualmente parámos para almoçar, tendo então rumado pela A750 em direcção a Saint-André-de-Sangonis, onde passávamos para a A75 em direcção a Béziers e, posteriormente por nacionais, rumo a Narbonne continuando para sul paralelo à auto-estrada pela D6009 e, a seguir, pela da D900 até perto de Perpignan onde a N116 nos prometia levar a passar por Vinça (com direito a albufeira onde os franceses falavam português) e a encontrar a D25 que nos levaria novamente em direcção a sul. 
Na D25 iríamos encontrar uma outra estrada ainda mais estreita que iria dar ao campismo... perguntei "como diabo deste com isto?" ao que me responderam "não queria ficar na confusão do que estava à beira da estrada"... este diálogo aconteceu já perto da entrada do campismo quando já começa a pensar que o dito já teria fechado de forma definitiva, mas não. Existia e estava aberto, com uma página na rede que parecia escrita no que parecia ser alemão (é klingon), com muitas decorações em tons de laranja (mundial de futebol), todos os seres humanos eram altos para os padrões portugueses, todos os veículos tinham matrícula holandesa excepto um (o da responsável pelo campismo) e, estando nós ainda em França, fomos recebidos num inglês fluente... onde terei eu virado para o lado errado para ter vindo parar à Holanda novamente?
O Camping Le Canigou, onde tínhamos acabado de aterrar no dia do último jogo do mundial, é propriedade de holandeses e trabalha quase exclusivamente com holandeses... quase exclusivamente, porque depois aparecem uns cromos de mota vindos da Holanda para (a)variar as cores desta Holanda meia escondida na base dos Pirenéus... ninguém me tira da cabeça que devem ser as montanhas que os cativam... e que eles ficaram muito chateados por não terem sido campeões no mundial, mesmo assim, a noite foi longa e bem regada!
Este campismo, no Verão, deve ser fantástico.

12/07/2014

A DN7 rumo a Marselha

Fruto das tecnologias (e do wi-fi gratuito de uma cadeia de comida rápida), fomos mantendo contacto com algumas pessoas mais próximas ao longo do passeio e, durante o dia anterior, sugeriram-nos que visitássemos Marselha pelo menos um dia (a emigração tem destas coisas... há amizades espalhas pelo mundo inteiro), seria apenas pouco mais de três horas de viagem e, pelo que me diziam, ainda por cima era sábado o que nos dava mais tempo para dar umas voltas e conhecer a urbe com os pontos de interesse devidamente assinalados pela amizade residente... íamos arrancar cedo e fazer por almoçar já em Marselha... se fosse assim simples não tinha piada.
O dia realmente começou cedo... a atrasar-se com as balneários do campismo (Côté Mer... odeio-te!) a abrir quase duas horas mais tarde, o pequeno-almoço foi outra questão que ficou por ser explicada no dia anterior quando chegámos... era necessário marcar, acreditem ou não, foi o primeiro sítio onde tal era necessário e era o campismo mais "cheio" (e caro) que tínhamos encontrado até aqui... arrumámos a tenda e, assim que os portões abriram, fomos os primeiros a sair, havia um supermercado perto e foi aí, no parque de estacionamento, que tomámos o pequeno-almoço.
Se o princípio do dia estava a ser ranhoso, uma coisa era certa, as perspectivas indicavam melhorias... e que melhorias! A estrada que iríamos tomar era a DN7 até Tourves onde entraríamos na D1 seguida da D560 e posteriormente na D96 passando por Aubagne onde a A50 nos levaria a Marselha... todas as outras podem ser esquecidas, mas a DN7... será justo dizer que o degrau no pneu traseiro adquirido nas autobahn desapareceu quase por completo... afinal o dia não estava a começar nada mal, é apenas mais um glorioso dia a andar de mota!
O percurso correu sem problemas, fruto do atraso inicial acabámos por almoçar antes de chegar a Marselha onde o desafio do dia foi encontrar a morada do casal, o que, não tendo sido fácil, não foi demasiado complicado, quente (afinal sempre era Verão), mas não complicado.
Lamentavelmente fotos de Marselha não há, apesar de, até a esta altura da viagem e a seguir a Amesterdão, ter sido Marselha a cidade onde mais andámos na rua. Fomos visitar Notre Dame du Mont Cours Julien e o porto com o seu barco restaurante desaparecido, soubemos das bicicletas que vão parar à costa da Argélia... copos serão fora e uma cama convencional ao fim da noite. 
Amanhã, vamos até à base dos Pirenéus!


11/07/2014

Início do regresso, adeus Itália...

Por muito que nos soubesse bem Itália, estava na altura de começar a regressar a Portugal. Como já nada do planeado fazia sentido, voltámos a planear... arrumámos a trouxa, metemos tudo às costas da CBF abastecida de véspera e lá arrancámos para cortar os Alpes de novo.
Tomámos rumo a Cuneo, pela SS589, seguiu-se a SP161, a SP151 e de volta à SS589... não fui eu que me enganei, a paisagem é que era muito mais impressionante do que qualquer placa de indicação!
A seguir a Saluzzo entrámos na SP25 até Cuneo, seguindo para Borgo San Dalmazo e Roccavione onde parámos para retemperar forças antes de começar a subir a sério. Daqui em diante tomaríamos a SS20 até entrar em França... esta é, a certa altura, uma via de ganchos encadeados e onde apetece parar a cada curva para apreciar a vista cada vez mais abrangente sobre um cenário fabuloso.
Túnel de Tende, com obras nos acessos do lado francês e com passagem alternada, alguns minutos depois e lá atravessamos os quase 3200 metros do túnel até ficarmos sem fôlego de novo, mais montanhas com mais estradas serpenteantes, onde algumas das curvas eram cravadas na própria rocha... é um privilégio poder vir tão longe e ver algo assim...
À passagem por Tende ainda era cedo para parar e optámos por continuar a desfrutar da E74 até Breil-sur-Roya onde tomámos a D2204 que nos levava a Sospel onde almoçamos no que parecia ser um ponto de paragem de motociclistas.
Depois do almoço à beira do rio La Bévéra junto à Pont de la Liberátion, partimos em direcção a Nice continuando pela D2204... se tinha pena de não ter visitado o Passo dello Stelvio, aqui fiquei com uma amostra, a quantidade de curvas e contra-curvas e de ganchos que nos levavam serra acima só foi superada pela que encontrámos ao descer já do outro da serra... com o Mediterrâneo já a servir de pano de fundo... acho que máquina fotográfica alguma conseguiria fazer justiça à realidade ao captar isto...
Nice, Cagnes-sur-Mer, Villeneuve-Loubet para entrar na D2085 até Roquefort-les-Pins onde entrámos na D204 seguida da D4 e da D3 até Mougins seguida da D6285 até Cannes... esta volta de Nice até Cannes poderá ser considerada francamente parva à vista desarmada, e provavelmente até foi, mas depois da maior parte do dia ter sido feita em estradas sem movimento algum, não havia grande apetite para conviver muito tempo no meio da confusão.
Em Cannes rumámos em direcção a poente, teríamos que contornar o aeroporto para encontrar o Campismo Côté Mer, o que não se revelou propriamente fácil visto que os parques de campismo aqui são como os cogumelos... há muitos e nunca há só um!
Lubrificada a corrente da fiel companheira de estrada e montada a tenda no que nos pareceu ser o último cantinho disponível num campismo à pinha com caravanas, um bar que não fazia refeições, uma piscina que fechava cedo e abria tarde e uma rede sem fios que tinha limite de tempo para usar... fomos a pé jantar e passear à beira mar na baía de Cannes... areia, lua cheia, o som das ondas... isto não é um filme romântico de final de tarde de domingo, pois não?














10/07/2014

A fuga à chuva... Itália

Durante o jantar do dia anterior, e durante o pequeno-almoço deste nono dia de passeio, acordámos (a muito custo) alterar os planos e rumar em direcção ao único local onde parecia haver sol nos dias seguintes, Itália, Turim, onde seria possível chegar em... dois dias.
Para tal, teríamos que seguir em direcção a Basel na Suíça, cruzando a fronteira e atravessando o país no mesmo dia entrando em França junto às margens do lago Léman em direcção a Vacheresse para passar a noite, arrancando daí em direcção a Turim.
O primeiro dia de fuga à chuva, ao arrancar de Hausach, apanhámos a estrada 294 para entrar na auto-estrada 5 em direcção a Basel, olhando para a minha esquerda podia ver os Alpes cobertos de nuvens e não pude deixar de ficar triste por não estar a rumar em direcção a Stelvio, valia que o cenário e as perspectivas de chegar a um tempo melhor (que não me fizesse constantemente pensar "da próxima vez fazemos férias no Verão!") davam algum ânimo... e de certeza que viria a ter boas oportunidades de ficar de boca aberta com os Alpes.
Auto-estrada 22 da Suíça até Liestal, seguida da estrada 12 até Balsthal onde tomámos a número 5 e posteriormente a 22 até junto ao lago Murten onde entrámos na 1 até Ussieres virando para a Route de Moudon até à margem norte do lago Léman que contornámos passando por Montreux (e não visitei o Mercury... vergonhoso!) até entrar em França em Saint-Gingolph seguindo pela D1005 até Grande Rive onde a seguímos pela D21, D32 e D22 até chegar ao destino do primeiro dia de fuga, Vacheresse, onde novamente passaríamos a noite num hotel... e ainda comprámos chocolates antes de sair da Suíça! Escusado será dizer que não chegaram a casa... e que a viagem foi entre o molhar e o secar, como era de esperar pelas previsões dos meteorologistas.

No dia seguinte, partida em direcção a Abondance, o posto de combustível mais próximo, pela D22 e entrando na Suíça novamente em direcção a Monthey, rumando pela estrada 21 até Martigny onde, debaixo de chuva e com uma temperatura inferior a 5ºC (passámos por um termómetro algures na subida depois de Martigny) chegámos ao Túnel Grand-Saint-Bernard e se, na parte em que não estávamos completamente debaixo do chão, podíamos ver neve, assim que tivemos espaço para parar, foi isso que fizemos e o sol de Itália soube-nos tão bem ao fim de tanto tempo sem o sentir... o nosso destino daqui em diante passaria a ser Aosta. 

Continuámos a descida até Aosta onde acabámos por almoçar e beber um (verdadeiro) café debaixo de um sol maravilhoso mas depois do almoço lá seguimos então para Turim (cidade caótica a nível de trânsito por sinal) e depois para Avigliana. 
O parque de campismo Aviglianalacs fica localizado na faixa de terra que separa os dois lagos (o Grande e o Piccolo, que parece ser quase do tamanho do Grande), onde ficámos dois dias a secar roupa e alforges, a passear à beira lago, a visitar a Sacra di San Michele e a comer (pasta nas mais variadas formas) que nem uns abades... finalmente! As férias voltaram a ser no Verão!



 
Depois de corrigida a folga da corrente da CBF, chegámos ao ponto de parecer... lagartos ao sol!

07/07/2014

Dia 8, de Haarlem à Floresta Negra

Depois do fim-de-semana passado em Haarlem e em Amesterdão, a segunda-feira era o dia de partida em direcção à Floresta Negra no sul da Alemanha, o que, há que dizer, foi uma viagem sem grande história para além da posição do punho e das paragens para abastecer, tirando um ligeiro desnorte ao apanharmos a auto-estrada que nos levaria à Alemanha e que nos levava de volta à Bélgica se errássemos a direcção... foi um erro pequeno.
Até perto de Eindhoven na A2 (onde dei conta de um stand da McLaren... estive para voltar para trás para ver o P1 da montra) seguida a A67 até Venlo e a A74 até à fronteira que se converte na auto-estrada 61, onde cheguei a ver indicações para o Inferno Verde (Nürburgring... outras núpcias... outras núpcias), até às imediações de Hockenheim, onde entrámos na auto-estrada 6 por instantes e seguida da 5 rumando a sul até Offenburg onde a estrada 33 (com um piso quase perfeito e curvas a convidar) nos levariam a passear pela Floresta Negra até ao campismo onde iríamos passar a noite.
A 33 está situada num vale ficando paralela ao rio Kinzig, de ambos os lados elevam-se montanhas cobertas de milhares de árvores a perder de vista... olhando em frente, para a abertura nas montanhas onde passa a estrada e o rio podem ver-se relâmpagos e raios a riscar o céu... sim, o seu estava carregado e adoro ver trovoada... se conseguisse chegar ao campismo a tempo ainda me dava ao luxo de ir tirar fotos!... e ficou de noite... 
Receando uma molha, parámos num desvio da estrada, vestimos os impermeáveis e cobrimos os alforges, e arrancámos decididos a encontrar o campismo antes de começar a chover a sério. Na dúvida se já teríamos passado o campismo, parámos numa estação de serviço para pedir indicações e daí em diante a chuva não deu tréguas! Já em Hausach, a escassos 7km do destino, tive que parar debaixo de uma pequena ponte rodoviária e nos 10-15 minutos que ali estivemos a água que corria estrada abaixo já teria mais de 10 centímetros de altura... tivemos que nos render e acabámos por passar a noite num hotel, o Gasthaus Zur Blume, que era, literalmente, ao fundo da rua.
Facilitaram-nos um local para deixar a mota e deixar os impermeáveis secar na casa de arrumos do hotel e enquanto praguejava contra a chuva, o cozinheiro do hotel veio fumar um cigarro e meteu conversa... de onde vinha eu? Portugal, Lisboa... Portugal?! Yo soy de España! E daí em diante, a veia comum crítica de Portugueses e Espanhóis, que remonta ao princípio da história de ambos os países, veio ao de cima... e apesar do tempo de m... que estava lá fora, havia galhofa dentro de portas.
Ficámos impedidos de tirar fotos, mais uma vez, uma câmara de capacete teria feito milagres para apanhar a paisagem, bem como a trovoada, mas algo nos preocupava mais enquanto jantávamos... não iria ser possível sair da chuva nos próximos dias (a previsão era de chuva para o resto da semana) e ir ao Passo dello Selvio estava fora de questão nestas condições.

04/07/2014

Dia cinco, eis a Holanda!

Como precaução deixámos tudo preparado para uma noite molhada... e fizemos bem. Ao acordar a noite tinha sido de chuva (será que não nos dá descanso? não era suposto ser Verão?) e a CBF estava lavada dos poucos mosquitos que tinham resistido às constantes molhas. 
Tínhamos acordado tão cedo que nem mesmo a recepção estava aberta... óptimo! O percurso seria mais longo que de ontem, queríamos chegar a Haarlem hoje! No entanto não estávamos só nós a mexer (e a arrumar a trouxa), de uma caravana próxima aproximou-se uma senhora trazendo dois copos de plástico, falando em inglês, deu-nos os bons dias e ofereceu-nos o primeiro café do dia (diz que tinha feito um pote de café em vez de fazer uma caneca), acrescentando ainda, depois de agradecermos, que tinha começado os passeios dela também de mota e que agora já andava assim (apontando para o a bicicleta, o carro, a caravana, o avançado de caravana... ) partindo do seu país natal, a Holanda. Não pude deixar de mandar um olhar cúmplice à minha companheira dizendo... nem penses que me converto ao caravanismo! Se não cabe na mota, é porque não vale a pena levarmos! Fiquei com a sensação que, por entre o sorriso, ela sentia falta do secador com o difusor para os caracóis que não trouxemos...
Verifiquei o nível do óleo, o nível do refrigerante e o estado das pastilhas de travão traseiras (trazia um par extra por recomendação dos indivíduos da casa de pneus) e fomos até ao portão onde a senhora holandesa era a responsável pela abertura do parque... arrancámos na nossa viagem até... ao fundo da rua, passando a ponte sobre o L'Écorce onde parámos para tomar mais um pequeno-almoço à francesa. Aproveitámos para perguntar a direcção para Châlons-en-Champagne na tabacaria ao lado... mas o senhor tinha sérias dificuldades em se fazer entender para o meu parco Francês tendo eu ficado com uma ideia muito geral da direcção a tomar (esquerda ou direita... moeda ao ar?). Junto à mota, enquanto falávamos da dúvida sobre o início do percurso, chega-se a nós um casal, o rapaz estava na tabacaria quando entrei, dizendo que a rapariga sabia inglês, ele sabia o caminho, ela iria traduzir... e funcionou! Muitos agradecimentos e acenos e lá fomos pela D677 fora sem dramas nem dúvidas.
Passámos Châlons-en-Champagne sempre na D677, há nesta zona, ao que me parecia, uma forte componente militar (o Camp de Mourmelon) o que verifiquei, após parármos em Suippes (mais uma localidade bonita com um ar pacato), quando passámos junto a alguns cemitérios e junto ao Le Monument aux morts des Armées de Champagne, uma cripta onde estão os restos mortais de 10 mil homens que tombaram na primeira guerra mundial... mesmo nunca tendo sido militar, parei... desliguei o motor e fiquei em silêncio por instantes, há algo imenso de dor nestes locais, dor de quem combate, de quem morre e de quem ficou para trás chorando aqueles que perdeu...
Prestada a homenagem, seguimos caminho até ao final da D677 e entrando na D987 que ruma a norte até à A34 em direcção a Charleville-Mézières onde tomámos a N43 na qual volvemos a norte na N51 em direcção à fronteira onde a N51 se converte em N5, não tardou a sentir o telemóvel vibrar no bolso informando da entrada noutro país, acabávamos de entrar na Bélgica e parámos logo à entrada, em Brûly.
Se o percurso até Charleroi pela N5 e pela E420 dava um ar agradável à Bélgica, com muitos espaços verdes e espaço para circular à vontade, esse ar depressa se desvaneceu assim que se chegou à sequência de sucessivas auto-estradas que passam à margem das cidades de Bruxelas e de Antuérpia em direcção a Breda, já em solo holandês... não fosse o treino diário da marginal, A5 e 2ª circular e provavelmente demoraria dois dias a passar todo aquele trânsito! Que caos! E basicamente, é isto que conheço da Bélgica, trânsito de cortar os pulsos.
Cruzando a fronteira e entrando na Holanda, a sequência de auto-estradas manteve-se até Haarlem, com diferença clara na quantidade de faixas disponíveis e do trânsito menos caótico, bem como uma paisagem praticamente plana com um ou outro moinho a marcar diferença. Os preços dos combustíveis eram assustadores e a necessidade obrigou-me a abastecer (tinha esperança de não precisar de abastecer mais nenhuma vez por aqui) e aproveitámos para tentar achar a morada do destino nos telemóveis e evitar andar muito às voltas.
De facto não demos com sítio certo, o que de certa forma é usual quando não se navega por GPS, mas ficámos perto, junto a uma pizzaria de referência e foram-nos buscar de bicicleta... típico!
Nesta fase comecei a temer pela minha integridade física, nunca fui atropelado, mas estava convicto de que, não sairia da Holanda sem ser abalroado por uma bicicleta!
Cindo dias após a partida, cá estávamos na Holanda... o resto, os restantes dias até segunda-feira seguinte, foram, como se costuma dizer, paisagem...