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03/07/2014

O dia que era suposto chegar à Holanda, o quarto.

Isto de ter noites amenas e cerveja portuguesa tão longe de casa poderia ter dado azo a ficar com o fígado algo, digamos, cansado, mas não. A noite foi bem passada e o acordar foi fácil, enquanto aproveitava para arejar alguma da roupa molhada há dois dias, lamentava apenas não passar mais tempo por aqui para melhor poder apreciar Angoulême, mas a ideia sempre foi a de chegar à Holanda o mais cedo possível (tínhamos pensado em quatro dias, ou cinco chegando ao destino na sexta-feira).
Banho tomado, um valente pequeno-almoço bem aviado, acompanhado de um café digno, pagamento da estadia efectuado e lá tivemos que nos despedir dos conterrâneos para nos fazermos à estrada novamente rumo a Troyes. Até lá seriam mais ou menos 500km do ponto onde estávamos agora e ficaríamos a cerca de 200km da fronteira com a Bélgica, bom plano!
Chez Nuno, o responsável pelos churrascos
Achámos a N141 no mapa (e no terreno) que ruma a Limoges, virando para a D675 em direcção a Bellac onde entrámos na N145 que nos levava até à A20 onde rolámos até Châteauroux onde, por sua vez, apanhámos então a N151, parando em Saint-Florent-Sur-Cher, e passando em Bourges a fim de encontrar a D955 que nos levaria até Saint-Amand-en-Puisaye (com alguma confusão nas entradas e saídas da A77), para circular na D2 até encontrar D965 em Saint-Fargeau para nela, já em Auxerre, entrar na N77 que nos levaria até chegar a Troyes onde, literalmente, só faltou tropeçar no campismo.

Verdade seja dita que a segunda metade do percurso foi a mais interessante a nível de paisagem, era notória a diferença entre os edifícios vistos no dia anterior na zona sul de França e estes que víamos aqui, em particular as igrejas, mais baixas, mais "cinzentas" e com janelas menos abertas, os campos estavam a ser trabalhados ao fim do dia, eram inúmeras as ceifeiras/debulhadoras e os tractores que se viam... admito, no entanto, que estava preocupado com a hora de chegada ao campismo. A viagem estava a arrastar-se e dificilmente teríamos a mesma fortuna do dia anterior, não queria de forma alguma chegar "demasiado tarde" ao campismo e ter que procurar outro sítio onde passar a noite. Este facto levou-me a não prestar a merecida atenção ao cenário (que era sem dúvida belíssimo) e, eventualmente, acabei por ser flashado duas vezes (que me tenha apercebido) em câmaras de controlo de velocidade (uma à entrada de uma povoação quando ia a desacelerar e outra a meio quando devia de ir a uns 55km/h)... vamos lá ver o que se segue.
O Camping de Troyes estava cheio... quase cheio. Ainda havia lugar para nós os três e, antes que ficasse demasiado escuro (já passava bem das 21h) montámos a tenda e saímos para jantar... a pé! Só porque havia um restaurante do outro lado da rua que ainda estava a servir jantares para os atrasados do costume... ou seria porque estava a decorrer mais um jogo do mundial?

02/07/2014

Terceiro dia, o cerco e o labirinto de Angoulême

Noite molhada em Biarritz e ao longe, porque acordámos cedo e ainda não havia agitação, ouviam-se as ondas do mar... de pouco ou nada serviu o apelo do rebentar das ondas com o clima que se mantinha desde o dia anterior. Levantar a tenda foi uma tarefa feita à pressa e, pelo ponto de vista da gravidade, mal calculada, de tal forma que ao tentar colocar a CBF no descanso central para que ficasse mais estável, esta acabasse por ter um "tratamento de beleza" sobre o lado direito, ficando em repouso numa poça de lama que se tinha formado com a chuva, para além do aspecto de tractor acabado de sair da lavoura, não teve nada, valeu isso.
Pequeno-almoço tomado à moda francesa com os pain au chocolat e vamos seguir caminho debaixo de chuva fraca e algum nevoeiro para fazermos mais um cerco a Angoulême.
Até Bayonne tudo bem, era ali mesmo ao lado... o problema foi daí para norte, onde ajudados pela falta de sol, tomámos um rumo em direcção a Orthez, acabando por parar em Lacq para abastecer e... comprar um mapa (estávamos completamente fora dos mapas que levávamos connosco) onde, finalmente, se fez luz (não que o tempo já tivesse melhorado) e acertámos com o destino, muito graças à excepcional marcação das estradas francesas, difícil será encontrar uma qualquer via que não tenha a designação junto às placas de indicação das localidades!
Apanhámos então a D31 em direcção a norte, entrámos de seguida da D945 até Sault-de-Navailles onde entraríamos na D933 até perto de Mont-de-Marsan, onde passámos então para a D932 que passa por Roquefort em direcção a Langon, rumando a partir daí pela D1113, na qual parámos, antes de chegar a Villenave-d'Ornon, para petiscar o lanche que havíamos trazido de uma superfície comercial onde tínhamos almoçado horas antes, bem como dar uso às cadeiras que já estavam secas fruto da melhoria das condições atmosféricas com um envergonhado Sol que já nos acompanhava há algum tempo.
Desde o ponto onde parámos para lanchar até consumar o cerco a Angoulême estimava demorar qualquer coisa como hora e meia de viagem (eram umas 17h30, hora local) e, naturalmente, mais qualquer coisa para apreciar as vistas na cidade e posteriormente encontrar o Camping du Plan d'Eau situado poucos quilómetros a norte da cidade... se a primeira parte foi mais ou menos de acordo com o planeado, a chegada a Angoulême, já encontrar e dar entrada no campismo... foi uma história completamente diferente.
Nunca até então havia lamentado tanto não ter uma câmara de capacete... Angoulême está localizada num local que, pessoalmente, achei bonito e está igualmente cheia de locais que merecem ser vistos em detalhe e guardados para mais tarde recordar (acho que vamos ter que lá voltar mais tarde... se calhar na altura da banda desenhada, porque não?) e para ter um pouco da cidade para levarmos connosco, parámos no miradouro onde se encontra o busto de Sadi Carnot (vista de rua do google)... a vista é o que se pode imaginar, porque nenhuma foto lhe fará justiça.
Momentos kodak à parte, arrancámos em busca do campismo, pedindo direcções numa estação de serviço próxima, a jovem, muito prestável, recorreu ao talão da máquina para indicar o número de rotundas que teríamos que passar para encontrar o campismo... Merci et au revoir e lá fomos nós!
Estas foram as melhores indicações que obtivemos que apenas falhavam por não referirem a distância que era necessário percorrer na última saída da última rotunda, pois a jovem também não sabia onde era ao certo o campismo, sabia apenas que era "por aquelas bandas"... não o encontrámos, mas encontrámos um supermercado, onde pedimos indicações, mandaram-nos no percurso inverso. Mais uma volta mais uma moeda e estávamos novamente junto ao supermercado, mas desta vez perguntámos a duas jovens que por ali andavam, na esperança de conseguirmos comunicação numa língua que nos fosse mais familiar... esperanças goradas, fomos pelas indicações dadas em linguagem gestual passar nos mesmos sítios de novo, rotunda após rotunda (Viseu, anyone?), placa indicadora após placa indicadora com um sem número de linhas em letra pequena... ao que comecei a ler as placas de baixo para cima justamente na última rotunda que a jovem da estação de serviço me tinha indicado inicialmente (terceira vez que aqui estava... isto de juntar letras tem muito que se lhe diga) e lá fomos em direcção ao campismo pelo que restava deste labirinto e... lá chegámos!
Encontrámos uma entrada com dois portões mas sem nenhuma indicação de onde seria a entrada para a recepção... um indivíduo forte aproximou-se e dirigiu-se a nós, em francês, cumprimentando e perguntando o que estávamos à procura, quando lhe dissemos que procurávamos a recepção do campismo para passar a noite em "portucês", respondeu-nos que a recepção fechava às 21 horas... olhei para o relógio da mota e passavam cinco minutos... de dentro do capacete soltei um sonoro "Fpiiiiise!" ao mesmo tempo que a minha companheira começa a dizer qualquer coisa que certamente não seria nenhuma reza católica... o indivíduo desloca-se lentamente até a traseira da mota e após olhar para a matrícula remata a seguir "Se falassem Português tinha sido tudo mais fácil!"... o nosso interlocutor era o responsável dos comes e bebes do campismo, Português de gema, com saudades de Portugal, motard de Ferro e indicou-nos para que passássemos ao lado da cancela que ele já tratava do resto e assim fizemos e assim passámos a noite no campismo de Angoulême. Estando tão longe de casa e onde ao pedirmos uma cerveja para refrescar ao pôr do sol, depois de montada a tenda, nos perguntavam "Super Bock ou Sagres?"... devo ter morrido e chegado ao céu!

16/03/2014

Almoço em Leiria

Há que aproveitar as possibilidades de convívio e já que o principal organizador dos encontros do clube E30 Portugal estava "por cá", combinou-se um almoço em cima do joelho (que é como funcionam melhor os encontros) e lá a CBF se fez à estrada (nacional) para matar saudades.
A viagem não foi isenta de percalços devido a azelhice minha no que toca à instalação da mala da Givi, o que passo a explicar.
A base que adquiri foi uma M7, que ficava encostada às pegas da CBF, em conversa com o administrador do espírito|Honda, que tinha na sua NC700X uma base M6, este propôs trocarmos as bases, ficando eu com a M6 e ele com a M7 (na NC as pegas são à altura do banco e não elevadas como na CBF, pelo que, pelo desenho da base, ambas ficariam com as pegas desimpedidas com esta troca). Troca feita e o resultado pode ser visto na foto adjacente, a base fica afastada das pegas permitindo um agarrar mais mais confortável e sem que as pegas fiquem riscadas pela fricção do plástico da base, faltou verificar o aperto dos parafusos da estrutura que fixava à mota e a meio da viagem, esse esquecimento fez-se notar.
A meio do percurso para Leiria comecei a ouvir um ramalhar metálico, em particular, ao passar nas lombas de velocidade. Parando na berma para verificar os parafusos que haviam sido mexidos (apenas os de fixação da base à barra) todos estavam devidamente apertados, mas a estrutura abanava no seu todo. Os parafusos que apertam junto às pegas estavam desapertados e o que se vê na foto a meio da barra também. Apertados à mão o melhor possível segui caminho evitando as lombas e os buracos até encontrar uma oficina onde pudesse apertar os parafusos... o barulho cessou quando um dos parafusos caiu deixando a estrutura apenas apoiada sobre o lado direito mantendo a tensão nos parafusos restantes e permitindo chegar a Leiria mesmo assim.
página de origem da foto
O ponto de encontro, junto ao estádio, tem um representante da Honda, a Jomotos, onde o vendedor se disponibilizou a ajudar indicando-me onde poderia "desenrascar" o parafuso em falta, o que foi tratado depois do almoço na oficina da Jomotos aproveitando o visitado para tirar a barriga de misérias no que toca a andar em duas rodas na sua Intruder.
Voltando para casa ao final da tarde, igualmente pela nacional, apanhando já parte do regresso nocturno, ainda houve tempo para tropeçar num acidente no Carregado que levou ao corte da estrada.
O passeio totalizou cerca de 350km, o depósito chegou quase às quatro centenas com uma volta no sábado (visita ao representante da Triumph Motorcycles em Lisboa) tendo o consumo ficado por uns, muito simpáticos, 4.11 litros para cada 100km.


O percurso foi pela nacional e não por AE como aparece no mapa (falta a funcionalidade... ou ainda não descobri como a aplicar).

22/01/2014

Os golpes de vista.

Em duas semanas fizeram o especial favor de raspar, primeiro, o pára-choques traseiro e agora o dianteiro. 
A raspadela no pára-choques traseiro deverá ter sido feita num estacionamento de uma superfície comercial e é bastante "ao de leve", de tal forma que deve ser possível disfarçar facilmente apenas com um polish, ficou apenas a falta de civismo (que infelizmente continua a ser) usual do condutor da outra viatura em não deixar um contacto ou esperar que chegasse ao carro para me dizer o que tinha feito.

A de hoje (ou ontem ao fim do dia) foi um algo mais extensa, para além do pára-choques mascarrado de preto, a tinta ficou riscada (inclusivamente ficou tinta do outro carro) e a matrícula, em acrílico, ficou estalada (o que é óptimo para meter água e dar chatices na inspecção)... e, novamente, não foi ninguém!

Continuo sem conseguir perceber a necessidade de "fugir" por parte de quem comete estes erros. Errar é humano e admitir que se errou não é o fim do mundo, no entanto acho um acto cobarde cometer o erro e seguir como se nada fosse (no caso da última situação, o carro terá ficado bastante marcado visto ter apanhado os parafusos de fixação da matrícula).
O Corolla não é vermelho (a não ser que esteja daltónico) mas a este ritmo, estimo que, a avaliar pela insistência nos pára-choques, lá para o Verão devo ter o carro com metade do comprimento... o equivalente a ter um smart, mas nipónico, o que ao menos sempre evita as facturas de oficina!

18/10/2013

Uma semana de CBF e a lubrificação da corrente

A única forma de evitar cortar os pulsos ao segundo dia de uma semana inteira em que fui forçado a conviver com a hora de ponta, de entrada e saída, da cidade de Lisboa, foi... promover a CBF a "veículo de dia-a-dia".
Esta semana foi bastante pródiga em situações em especial pela minha própria inexperiência. Começando pelo facto de, ao arrancar de um semáforo e ter deixado o motor "morrer" o facto de ter a direcção virada para a direita levou-me a desequilibrar sobre esse lado sendo-me impossível aguentar a CBF na posição vertical (o que teria sido evitado se tivesse voltado a pressionar a embraiagem libertando a roda traseira...) e lá fiquei limitado a amparar a mota até que esta chegasse ao chão (aparentemente fiz um bom trabalho, não ficou nada danificado), acto contínuo, levantar, pôr o motor a trabalhar e arrancar (especial nota negativa para o resto do mundo presente na passadeira, ninguém se mexeu ou fez por mexer...), acabando numa sexta-feira de chuva com equipamento de Verão e passando pelas habituais faltas de atenção e de respeito, bem como pelas inúmeras chamadas e mensagens inadiáveis no meio do trânsito.
Como recompensa pela disponibilidade da CBF, adquiri um lubrificante de corrente da Motul a fim de cumprir as indicações do manual de manutenção, lubrificar a corrente a cada mil quilómetros), marca que foi atingida ontem ao chegar a casa.

25/09/2013

A PCX e o primeiro dia de chuva



O importante é que foram só danos materiais... e a nível de plásticos/estética, pois a pequena PCX continua a circular sem problemas, nenhum comando ficou afectado com a queda.